A relação sexual não existe? Lacan e o mito do andrógino.

A relação sexual não existe? Lacan e o mito do andrógino.
Moraes, B. A relação sexual não existe? Lacan e o mito do andrógino. Espaço Penseé. 2020

O mito do andrógeno diz de um primeiro momento onde homem e mulher eram um só ser, com quatro pernas e quatro braços, sendo posteriormente separado por deus, tornando-se assim dois, guiados pelo eterno desejo de fazer um novamente.

Lacan, ao pensar esse mito, reflete a impossibilidade de que dois possam vir a fazer um. Na ordem da identidade, homem e mulher – significantes estes que não se inscrevem no inconsciente –, podem ser vistos como papéis de linguagem, sendo assim, essas posições nunca chegam a se concluir como algo substancial, binário.

Na dimensão do gozo, temos o gozo feminino, e o gozo masculino, dimensões essas que não se encontram, que não se somam, que encontram ali duas noções distintas do gozar sexual.

A relação sexual não existe? Lacan e o mito do andrógino.
O mito do andrógino – o homem e a mulher

Então, com Lacan, podemos dizer que “um” não faz “dois”? No nível da fantasia, não é possível atingir o outro, pois a minha fantasia insere o outro no lugar de objeto do qual ele não corresponde, da mesma forma em que o outro me coloca em um lugar de objeto, do qual eu não correspondo.

Informações do autor:

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais publicações:

O Que é Ansiedade? Reflexões Psicanalíticas

Neste artigo, exploramos o conceito de ansiedade na psicanálise lacaniana através de uma experiência fictícia em consulta. Discutimos como devolver a responsabilidade de definição ao próprio paciente pode promover um entendimento mais profundo e autônomo da ansiedade. Compreenda a importância da autoresponsabilidade no processo terapêutico e como isso pode transformar a abordagem ao tratar a ansiedade.

Continuar leitura...
diagnóstico infantil

Uma criança é diagnosticada

Temos, hoje em dia, uma série de nomes para tentar dar conta do que é isso que acontece na infância e que é tão enigmático para o adulto. Os diagnósticos de TEA, TOD, TDAH entre outros crescem em proporções exageradas e preocupantes e a cada ano mais famílias preocupam-se com a possibilidade de seus filhos terem algum tipo dos ditos “transtornos mentais”.

Continuar leitura...